carne de rato
domingo, 3 de maio de 2015
O silêncio que
A falta de expressão
Do seu rosto transmite
É o que me atrai.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Ninguém ouviu os gritos
Do homem sendo
Assassinado dentro do banheiro público.
Nem mesmo o assassino
Que correu com o coração acelerado
No meio da multidão.
Só havia uma janela fechada
Todas as outras, escancaradas.
Um homem roubou o jornal em cima da cama,
Mas não sabia ler.
Algumas palavras escritas na parede
Fizeram todo o sentido.
É estranho pensar que ontem mesmo
Eu era uma pessoa diferente
E tudo aquilo que eu pensava
Hoje não penso mais.
Às vezes o incrível é vazio
E tem gosto de sangue.
Não me culpe pelo seu sofrimento.
Tenho a impressão de estar no lugar errado
Quem são aquelas pessoas?
Não devia estar aqui.
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